quarta-feira, novembro 19, 2008

Na mira do Luxa

Juca Kfouri, mais uma vez, dispara contra Luxemburgo. Segunda-feira e hoje. Eu gosto muito do Juca, um jornalista que considero modelo. Mas, para mim, tem algo a mais (ou demais) nessa obsessiva perseguição empreendida contra o nosso técnico. Não dá para desconsiderar que Juca não é palmeirense, é corintiano. Adoraria saber se o teor destes textos seria o mesmo se Luxa fosse técnico do Corinthians. Adoraria saber por que, já que Luxa é Luxa há um bom tempo, somente este ano, suas críticas ficaram tão densas. Por que não ano passado, quando Luxa estava no Santos? Por que não é o Palmeiras?

 

E mais, por que relacionar este caso de Luxa contra torcedores no aeroporto com o caso do gás no Palestra Itália?

 

Oras, pelo que me consta, o time com menos costas quentes na mídia é o Palmeiras! Se já tivessem algo que pudesse ser usado contra o Verdão, esse algo já teria sido escancarado, em letras garrafais, no horário nobre. Mesmo quando não há, tentam "escancarar" mesmo assim, vide boato sobre a ida de Valdívia ao São Paulo, não é seu Juca?

 

Agora, eu quero ver o que dirá Juca Kfouri, caso o Verdão saia a ganhar tudo no ano que vem!

 

Quero ver o que dirá, caso se prove que o caso do gás tenha o dedo do São Paulo!

 

Kléber no Corinthians, não!

 

Se a diretoria não segurar o Kléber, se permitir que ele vá para o Corinthians, pelo amor de Deus! Noticiaram ontem, no Estádio 97, da FM 97,7, que o Martinez está apalavrado com o Corinthians para o ano que vem. Será uma burrice perder o Martinez e outra maior ainda se ele for reforçar o nosso rival. E se deixarem que o Kléber vá parar lá, aí para mim acabou. Essa diretoria, que eu confio muito, pois nela está o Professor Belluzzo, cairá em meu conceito, e eu não perdoarei tal estupidez.

 

Portanto, ô diretoria! Vamos se mexer para segurar o Kléber! Principalmente, porque faz muito tempo que não aparece um atacante tão bom como ele e que seja do agrado da nossa torcida. Ele tem um potencial enorme para se tornar ídolo da torcida. Ídolos que tanto faltam ao nosso futebol.

terça-feira, novembro 18, 2008

O pior é que ele tem razão

"Foi um ano de reformulação. O Palmeiras voltou a ser campeão (Paulista) e brigou pelos títulos que disputou. Ninguém pode se esquecer que o clube voltou a ser respeitado e entrou nas disputas não apenas para competir", assim disse Luxemburgo, conforme publicado pela Assessoria de Imprensa do Palmeiras.

 

O pior é que ele tem razão.

 

Digo "o pior", porque considerando o atual momento, em que se esperava que o Verdão fosse brigar pelo título até a última rodada e que não fosse levar goleada em jogo decisivo, o fato de voltarmos a ganhar títulos e mantermos uma equipe competitiva parecia que estava esquecido por torcedores e mídia em geral.

 

Mesmo que o Palmeiras não consiga a vaga para a Libertadores, o ano não terá sido em vão. Em 2004 e 2005, fomos para a Libertadores, mas não ganhamos nada. Você, palmeirense, o que escolheria se um gênio lhe fizesse a seguinte pergunta? Ser campeão paulista ou disputar a Libertadores e ser eliminado por um grande rival?

 

Eu escolho ser campeão paulista.

 

Agora, ano que vem é outra história. História que deve ser escrita desde já. Mantendo a comissão técnica, planejando o elenco e definindo metas de títulos.

 

E para mim, ano que vem, dos dois, um. Ou ser campeão da Libertadores, ou ser campeão Brasileiro.

segunda-feira, novembro 17, 2008

O que dizer de ontem?

O que dizer de ontem? O que dizer?

 

Confesso que meus ânimos já estavam desanimados. A derrota para o Grêmio fora uma paulada. Por mais fanático que eu seja, algum instinto de autopreservação me impedia de depositar fé. Estava esperando alguma derrota. Esperava mesmo um empate. Não esperava de jeito nenhum uma traulitada. É menos doído porque o título já estava distante, e porque foi para o Flamengo. Se fosse um 5 a 2 do Corinthians ou do São Paulo, meu amigo...

 

O que posso dizer, por não conseguir entender, é por que Maicossuel? Por que Evandro? Por que Sandro Silva? Por que esses caras entraram na partida ontem? Por quê? Não estávamos perdendo? Não precisávamos fazer gols? Com exceção do Sandro Silva, qual foi a partida que esses caras entraram e resolveram? Pelo-amor-de-Deus, não dá! Não dá!

 

Chegar à Libertadores vai ser um sacrifício!

domingo, novembro 16, 2008

O torcer estúpido

O que são as torcidas organizadas de futebol, o que elas foram, o que ela representam hoje, tudo o que diz respeitos a elas mereceria uma oportunidade mais adequada para uma dissertação. Infelizmente, eu tenho uma visão pessimista sobre o papel atual delas no futebol. O que aconteceu nesta sexta-feira, no saguão do aeroporto de Congonhas, indubitavelmente, não me faz menos pessimista.

 

Diria que o cerne de tudo está no modus operandi dessas agremiações, Mancha Alviverde inclusive. Elas são movidas a agressões. Invariavelmente, estão envolvidas em cenas lamentáveis, como essa agressão ao Luxemburgo. E já avisaram: não vão dar sossego ao técnico. Ou seja, irão continuar as perseguições, regadas a agressões físicas.

 

Nem se isso fizesse o Palmeiras se tornar Campeão Brasileiro, o mais passional dos palmeirenses poderia concordar com esse método bárbaro e estúpido de incentivo – nem o mais passional dos palmeirenses! Não dá, não pode, é inaceitável! Tem que ir pra cadeia, tem que ficar impedido de entrar num estádio de futebol, tem que restringir a liberdade mesmo!

 

Como se tem visto, eu tenho sido um crítico do Luxemburgo ultimamente. Mas longe de achar que ele mereça porrada! Por isso, deixo registrado meu total repúdio ao que fizeram os membros da Mancha Alviverde, e minha total solidariedade para com o técnico palmeirense. Quero ver a cara desses caras, se o Verdão conseguir a virada e for campeão. Ah, como quero muito ver isso!

 

Outro repúdio

 

Aproveitando que este post é de repúdio, quero também repudiar as manifestações racistas promovidas contra o goleiro corintiano acontecidas, na partida realizada em Caxias do Sul, por torcedores do Juventude. Racismo é deplorável. E aqui no Brasil é crime inafiançável. Deveriam ir para a cadeia, sem dó nenhuma!

sexta-feira, novembro 14, 2008

Marcos, Luxemburgo e Jorge Mendonça

Luxemburgo disse que Marcos errou ao não fechar com o Arsenal, em 2002, quando acabara de ganhar a Copa do Mundo e estava muito bem valorizado. Disse ele: "Acho que o Marcos se equivocou. Quando se pára de jogar futebol com 35 anos, você tem mais 35 anos para viver. Será que, daqui a 20 anos, vão lembrar de tudo o que ele fez? Depois, precisa de jogo beneficente por aí".

Pouco mais de um ano antes de morrer, eu conheci Jorge Mendonça pessoalmente. Foi um dos dias mais emocionantes da minha vida. Eu nunca vi o Jorge Mendonça jogar ao vivo, somente ao "Melhores Momentos do Esporte" - aquele programa que costumava passar na TV Cultura anos atrás, não sei se ainda passa. E além de conhecê-lo pessoalmente, eu joguei uma partida de futebol com ele. Foi em Campinas, cidade em que ele morava. Todo 1o de maio, a família do meu tio (cunhado da minha mãe), que tem tentáculos em São Paulo e Campinas, se reúne para uma partida de futebol, seguido de cerveja e churrasco pelo dia todo. Nesta ocasião, o Jorge Mendonça, conhecido de um dos parentes do meu tio, apareceu por lá. E eu não me contive. Cheguei nele e disse: "Jorge Mendonça, gostaria de agradecer tudo o que você fez pelo Verdão. Eu não o vi jogar, ainda não era nascido. Mas meu pai viu. E ele me falou muito sobre você". Ele riu modestamente e apertou a minha mão. E depois jogamos juntos. Quer dizer, ele no time dos campineiros e eu no dos paulistanos. Inesquecível!

Senti muito quando soube de sua morte. Morreu na miséria. A história que eu ouvi dizia que, anos antes, ele havia perdido tudo o que tinha. Devia estar muito deprimido, então se entregou ao vício do álcool e adoeceu. Faleceu vítima de uma parada cardiorrespiratória.

Não digo que Luxemburgo não tenha razão. Não digo que o jogador de futebol não tenha que pensar em si e procurar acumular o máximo de capital possível. É a regra do sistema. E eu não sou hipócrita. Contudo, que a verdade seja dita, o Marcos não morrerá na miséria – se Deus quiser! - como o Jorge Mendonça. Não tenho dúvida nenhuma de que com o que Marcos já ganhou, ele tem o seu futuro garantido. Sabendo investir o dinheiro, não tem como morrer na miséria. E não seria o Jorge Mendonça indo para a Europa, como o Marcos teve a chance, que ele evitaria indubitavelmente o seu destino. Há toda uma história, que eu não conheço, que explica a desgraça do Jorge Mendonça. Ele poderia ter ganhado dez vezes mais do que ganhou, e ainda sim, ter acabado como acabou.

Mas eu digo que o Luxemburgo não tem razão porque considera o Marcos como qualquer jogador. E Marcos não é qualquer jogador. Marcos é um Campeão do Mundo, é um ídolo, tem caráter e uma cabeça e alma iluminadas. O Luxemburgo é uma pessoa muito bem sucedida, meus parabéns para ele, mas não chega aos pés de São Marcos. Não chega aos pés!

Me desculpa Seu Luxemburgo, mas isso tudo aí é inveja! Roa-se. Ou trate de trabalhar, para tentar limpar a sua barra com a torcida, que tá um pouco sujinha.

Alguns registros

O ídolo falou. Não precisava, mas falou. E disse tudo. Em uma entrevista modelo, para ser revista em tempos futuros, assumiu os erros (quer erros?!) cometidos na última partida contra o Grêmio e se desculpou. Aliviou a barra do Luxemburgo e demonstrou, mais uma vez, porque ele é diferente dos demais. Dos demais jogadores de futebol do mundo inteiro. Trecho que destaco: "Com 16 anos de clube, eu não consigo ser só profissional. Nunca fiz média com ninguém. Se a torcida gosta de mim, foi pelas coisas que conquistei. Foi por ter quebrado a clavícula ao me jogar na bola numa dividida. Foi por ter deixado de lado uma proposta de 45 milhões do Arsenal-ING para ficar aqui e jogar a Série B. Eu deixei de agir só com a razão. Às vezes, faço as coisas com o coração, como um verdadeiro torcedor. Eu gosto demais do Palmeiras e só faço as coisas para ajudar. Mas sei que isso às vezes atrapalha". Não, Marcão. Não atrapalha, não. Aliás, no futebol, o que falta são pessoas assim, que agem não só com a razão. Pessoas que levam em conta o que o coração também que fazer. Pessoas como você, São Marcos!

 

Numa mensagem de apoio, a diretoria se reuniu com o elenco palestrino para demonstrar apoio e confiança ao grupo. Gesto louvável. Mas também deixou claro que a vaga para a Libertadores é obrigação. O que os jogadores também concordam. Só resta, então, provar isso no campo.

 

Por último, Luxemburgo pôs Fabinho Capixaba no lugar de Élder Granja no treino de ontem. Fabinho Capixaba... Ok, pode até ser que o Élder não esteja rendendo como no Campeonato Paulista, que precisa mesmo sentar num banquinho para acordar, mas ver Fabinho Capixaba com a camisa do Verdão é dureza. Pior ainda é ver o Wendel com a camisa santista. Obras do Sr. Luxemburgo.

segunda-feira, novembro 10, 2008

Eu também faria o mesmo!

Sim, e faria mesmo. Eu também deixaria a minha área e tentaria fazer o gol. De qualquer maneira. Desesperadamente.

Eu também já fui goleiro. Eu sei o que é se sentir impotente. Talvez se sentir culpado pela derrota do time e não poder fazer nada para reverter a situação. O goleiro, via de regra, não faz gol. Quando o seu time está no ataque, ele é torcedor.

E eu sou torcedor do Palmeiras. E o Marcos também é. Ontem, quando não eram jogados nem 30 minutos do segundo tempo, quando o Grêmio vencia a partida pelo placar de 1 a 0, Marcos fez o que qualquer torcedor palmeirense queria fazer naquele momento.

Bom, pelo menos o que eu queria fazer. E os quase 28 mil palmeirenses que assistiam à partida no Palestra Itália. Porque parece que, segundo o que dizem algumas dessas pesquisas de portais internéticos, metade dos opinantes reprovam a atitude do ídolo alviverde.

Oras, mas que ingênuo eu sou! Em pesquisas de internet votam qualquer um. Votam qualquer corintiano ou são-paulino de cotovelo inchado por não ter um Marcos jogando em seus times. Ratifico: Marcos fez o que qualquer palmeirense faria naquele momento. Eu, inclusive.

Eu também subiria à área adversária para tentar o cabeceio. Eu também tocaria para o volante para fazer o um-dois e receber a bola mais adiante. Eu também xingaria o coitado do Preá - coitado, porque ele não tem culpa de ser um perna-de-pau e de estar com a responsabilidade de vestir o sagrado manto alviverde, não foi ele quem se pôs ali - por não ter rolado aquela bola, sobra daquele rebote, que poderia nos livrar de toda aquela agonia.

Ok, não nos livraria de toda aquela agonia. Ainda precisaríamos fazer mais um gol para continuarmos respirando na briga pelo título do campeonato. Mas se o Preá rolasse aquela bola na área para o Marcos, ele iria protagonizar o mais belo gol de todos os tempos. Eu disse: de todos os tempos!

Mas ele não rolou, e o mais belo dos gols não aconteceu. Mas aconteceu, pelo menos, o registro de que no futebol ainda existem homens de verdade. Jogadores de carne, osso, sangue e coração, que amam o que fazem, que jogam por paixão, que não são somente joguei-bem-graças-a-Deus-que-meu-dinheiro-está-na-minha-conta. Meus amigos, não sei porque as lágrimas não me saltaram ontem, pois quero chorar o tempo todo, desde então. De tristeza, talvez, pela derrota. De emoção, com certeza, de ver mais uma vez porque o futebol é minha paixão, de sentir mais uma vez muito orgulho em ser palmeirense.

E para terminar, essa vai para o Sr. Luxemburgo. Roa-se de inveja! O senhor é um mercenário, ou um profissional, como gosta de dizer. Marcos é São Marcos, e sempre será São Marcos, em todas as partidas, faça o que fizer - aliás, como o senhor mesmo reconheceu. Ele já está registrado para todo o sempre em nosso cânone. Já o senhor está é na nossa lista negra. Sempre o veremos com desconfiança. Nunca nos esqueceremos de sua participação na nossa queda, em 2002. O futebol é o futebol, apaixonante, alucinante, enlouquecedor, por homens como o Marcos, como o Garrincha, o Maradona, o Pelé, que escreveram e escrevem a história do futebol com o suor de seus corações. Porque é assim que eles ficam em nossos corações. Gente como o senhor, pelo contrário, só nos faz sentir desprezo e desgosto. Só nos afasta dos estádios. Portanto, Sr. Luxemburgo, seja mais humilde, ou pelo menos um pouco. Seja como o nosso São Marcos. E nem se meta a besta de barrar o nosso santo!